Noite após noite,
eu ansiosa te esperava!
E, de repente, chegavas
com braçadas de carinho,
promessas e juras
de eterno amor.
 
Tomavas conta de meu tempo
como se donos fosses de mim.
De meu corpo te apossavas
e a ti eu me entregava,
como nunca o fiz a ninguém.
 
Teus caprichos mais loucos,
eu mais que louca satisfazia.
Entregava-me a teus desejos,
desfalecida de emoção,
implorando que não te fosses,
não me deixasses só,
trêmula de excitação.

O mundo todo girava
como carrossel desgovernado
e eu, acorrentada a esse sentimento,
a esse amor sem medidas
que dominava a razão,
mergulhava no redemoinho
das águas da paixão!
 
Hoje, espero-te em vão!
 Choro lágrimas sentidas
por estar só e perdida
num labirinto de mágoa e dor.
Viverei o que me resta de vida
abraçada à saudade,
agarrada às lembranças
dos doces momentos de amor!





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