Meu velho travesseiro,
amigo de tantas noites
de saudade, tristeza e dor.
Quantas vezes emprestaste-me
o ombro macio
para afogar minhas mágoas
e secar as lágrimas
que derramei por amor!

Quantas vezes,
abracei-me a ti soluçando,
o coração estraçalhado,
como louco palpitando
quase a morrer de dor.
E tu, amigo querido,
deste-me conforto
com tua maciez e calor.

Mais uma vez, volto a chorar,
mas não de dor ou saudade.
Vou contar-te um segredo:
Da solidão não sinto mais medo.
Sabes porque meu amigo?
Encontrei a felicidade!

 

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