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Caminhando à
sombra da noite,
andarilho sem rumo
pelas ruas do mundo.
Dobro as esquinas do
passado,
seguindo pelas
alamedas vazias do
futuro.
(só o som dos meus
passos
quebram o silêncio
escuro).
O orvalho envolve
meu rosto
misturando-se com
lágrimas
que teimam em rolar
pelas faces
amargando meu
lábios.
Em meu rastro,
não ficam lembranças
nem saudades,
não deixo nada
ninguém espera por
mim
só a solidão.

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