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Esperar,
esperar...
Esperar por
cada amanhecer...
Como se a luz
do dia fosse o final
da agonia...
Das noites de
vigília, e a magia
do milagre de viver!
Esperar,
esperar...
Esperar que
não se cristalize a
esperança...
E que arda a
chama da vitória...
Sobre nossos
sentimentos
desgastados!
Esperar,
esperar...
Esperar que
nossas almas
continuem a semear
sonhos
De um amor que
não vingou!
Esperar,
esperar...
Esperar por
uma palavra que não
chegou...
Talvez por
orgulho de ambas as
partes...
Respostas se
perderam em meio a
tantas dúvidas...
E aos porquês
mal resolvidos de
nosso amor!
Esperar,
esperar...
Esperar o quê,
um final feliz tendo
o ego como juiz,
Que jamais se
dobrará?
O que
julgávamos amor
eterno foi morrendo
devagar!
Esperar,
esperar...
Talvez esperar
o dia do encontro,
uma, ou duas vezes,
Programado, e
nunca realizado,
Tenha sido a
causa de tanto
desamor!
Numa relação
amorosa há que haver
aproximação...
O toque dos
corpos, o beijar das
bocas...
O estreitar de
esperados e longos
abraços!
Ao término do
encanto que nos
acompanhava
Cessaram os
motivos que
transcendiam
espaços,
E barreiras, a
fim de vivificar
nossos desejos...
E aguçá-los
como se fossem
flores secas
À espera do
milagre do orvalho
benfazejo!
Palavras
certamente amenizam
A dor da
ausência
prolongada...
Mas não
bastam!
Esperar,
esperar...
Esperar por
longo tempo um sonho
se realizar...
Nos leva à
ansiedade
permanente,
Que nos
derrota deprime e
arrasa!
A luz do sol,
da lua,
E o brilho
intenso das estrelas
apaga...
E um gosto
amargo de dor
expande-se por
nossos poros!
Só então
entendemos que os
anos, os meses...
Os dias e
noites de nossa
história...
Quando nos
amávamos em
silêncio, e em
pensamentos...
Não passaram
de vazios,
impossíveis,
E dolorosos
sonhos de um
fracasso!
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