Ah... quanta saudade
  daqueles bons tempos,
  que se perderam pelos caminhos
  por onde a vida passou!
  Hoje, pelas frestas do pensamento,
  escapam lentamente,
  trazendo recordações.
  
  Quisera ver outra vez o vento forte, 
  balançando os galhos
  da mangueira que, se debruçava,
  curiosa, sobre a janela
  de meu quarto de criança,
  levando-me a tremer de medo,
  imaginando assombração!
  
  Quisera ouvir, novamente,
  o barulho da chuva grossa,
  batendo forte na vidraça
  numa monotonia sem fim,
  enquanto eu, admirada,  assistia
  os pingos encherem as poças
  que se formavam no jardim!

Quisera poder, ainda,
  espreitar pela janela
  de meu quartinho apertado,
  a lua, radiante e bela,
  no céu cheinho de estrelas,
  parecendo um lençol bordado.
  
  Quisera andar pelos campos
  ainda úmidos de orvalho,
  com os pés livres,descalços
  como tantas vezes andei,
  sem temor pela violência
  que  hoje ronda nossos passos,
  sem m'importar com os espinhos
  que na pele espetei.
  
  Quisera voltar no tempo,
  quisera não ter crescido,
  ser criança eternamente
  pra não ver as nuvens negras,
  da ganância e da discórdia
  que, no coração dos homens,
  crescem vertiginosamente!
  
  
 

 

Quer enviar essa página? Clique aqui

 

 

Home          Back          Email

 

Direitos autorais reservados.

 

 Index   Menu   Vyrena   Poemas   Mensagens   Amigos    links   E-books   Visitas

Free Web Hosting